quarta-feira, 26 de agosto de 2015

E se não existisse internet?

Estava pensando na minha vida antes da internet. Foi muito tempo atrás, ainda era professora. O computador entrou aos poucos. Lembro ainda minha primeira aula, para aprender, antes de ensinar. E depois veio o The Sims, o Neopets...o Orkut. Lá onde encontrei respostas e soluções.

Aprendi a usufruir o melhor que a internet tem a oferecer e sempre busquei me afastar do que me fazia mal.

Foram anos trabalhando com as redes sociais, conhecendo pessoas, ampliando meu trabalho. Conheci pessoas altamente viciadas. Outras que se afastaram pelo mal que sentiram. Vi famílias se desfazer. Vi outras crescerem de tal forma que deu orgulho em ver!



Passei muitas horas e dias nesse mundo virtual. Deixei de atender meus filhos e aproveitar finais de semana. Eu estava direcionando um vazio que havia em mim com algo que surgiu e do mesmo modo eu tirei da minha vida.

Nessa fase que estou vivendo, precisei parar e rever tudo o que tinha se passado. Meu trabalho, meus filhos, minha vida. Decidi me isolar. Uma pessoa me falou que eu afasto as pessoas e é verdade. Prefiro ficar sozinha quando não estou bem. Outra, no entanto, já disse palavras maldosas, desejando que eu ficasse sozinha. Não...é minha escolha. Ninguém tem esse poder. Só eu.



E foi bom. Está sendo. Vou dizer que nos primeiros dias fiquei como uma viciada em abstinência, zanzando de lá pra cá. O vazio era enorme... Com o que preencher?

Comecei a perceber um mundo lindo, com meus filhos carinhosos, com lugares a conhecer! Fim de semana para aproveitar! Sofá...ah, o sofá!! Eu nem sabia o que era sentar no sofá, quem me dera ver algum programa de tv. Curti tudo e mais um pouco.

Algumas amigas que ainda tenho, amigas de verdade, sempre me falam de sua rotina, alguma coisa que me retorna à lembrança de uma pessoa que um dia fui.

Hoje já não tomo mais café. Não do jeito que tomava, como energético. Agora é um café com leite, gostoso, uma vez por dia!

Hoje já não acordo às cinco da manhã, louca para dar conta do dia que nem começou.

Hoje já não fico horas e horas no computador, desperdiçando meu tempo precioso!

Tudo é feito com mais calma, sentindo, aprendendo! Estudei por algum tempo, aprendi uma nova arte, estou conhecendo novos materiais, testando novos produtos, consegui, enfim, reaver a alegria de viver!



Li, em um email que recebi, que eu não tinha o direito de postar fotos do meu novo trabalho sem antes resolver os problemas que ficaram.

Essas palavras ficaram ecoando na minha cabeça. Sou uma pessoa justa, libriana, e antes de ter uma opinião penso muito antes. E pensei que sim, posso, sim!

Eu não tenho problema nenhum pendente. Tenho a minha consciência tranquila que fiz tudo (e mais um pouco) do que eu podia.

Eu sempre quis ajudar, nunca desejei o mal para ninguém. Eu sei que errei. Teve uma pessoa que me tentou avisar. Uma, não, muitas. Se errei, é como erra todo mundo. Mas meus erros foram confiar nas pessoas erradas. Nas que se diziam amigas e depois fizeram de tudo para mostrar que esse mundo é dos espertos. Errei em querer ajudar quem não queria ajuda. Fui no lugar errado, na hora errada, com as pessoas erradas. Arrependida? Não. Sempre acho que tudo tem um ensinamento.

E acredito muito na lei do retorno para desejar mal à alguém.

E com isso, ergui minha cabeça e sim, vou continuar trabalhando com o que eu decidi pois tenho uma família para sustentar. E tenho amigas! E tenho pessoas que me gostam e acima de tudo tenho a mim mesma! Tenho muitos motivos para me alegrar e ninguém tem o poder de entrar aqui dentro. Só eu!


E assim vou trabalhar, com a aprendizagem que tive, vou refazer minha rotina. Vou fazer diferente. Vou me lembrar das coisas que me faziam mal na minha antiga rotina. O que me consumiu aos poucos.

Cresci, amadureci. Melhorei um tiquinho a mais com tudo o que passei.

Dentro do que acredito, vou me manter muito focada em realizar o melhor de mim, com muita força, que sei que tenho e com muita fé pois vai dar tudo certo!

Fé.

Essa nunca me faltou e só aumentou.

Gratidão, é o segredo! =)

E se não existisse a internet?

Eu iria aprender tudo de uma maneira ou de outra. E agora vou trabalhar sem ela. Com pessoas de verdade, fazendo um trabalho mais humanitário porque vi o vazio que as pessoas carregam, assim como eu, existem milhares. E espero levar meu trabalho lá na sementinha, para que floresça de maneira diferente!






  

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O quê? Não faz mais biscuit?

É a frase que escutei de algumas poucas pessoas. O espanto de algumas que não estiveram me acompanhando tem um fundamento. Como alguém que faz um trabalho tão bem feito pode, assim, de "um dia pro outro" largar tudo?

Mas é que não foi de um dia pro outro...

Ano passado eu já andava um pouco incomodada pelo meu trabalho ter ficado automático. Tanto que comecei a gravar vlogs. Modelava sem olhar. Não tinha mais emoção, era pura técnica.


Foi um pouco de tudo: cansaço extremo, vontade de querer ajudar, a busca por um objetivo maior. Depois via que o biscuit era muito limitado. Dentro do que eu buscava, ele era. Comecei a ver que nas festas já não traziam mais essa valorização como anos atrás. Na verdade pra mim parece mais uma festa de casamento, cheia de flores...mas nem por isso. Continuava com a agenda muito cheia e ainda fui inventar de dar aulas, tentar ajudar quem não queria ajuda. E um misto de decepção se juntou com tudo o que já estava dentro de mim.

Então no auge me fechei. Me recolhi para pensar. Não estava feliz.

Com muito esforço terminei as últimas encomendas e comecei a guardar tudo. Todo meu material, de anos. Dei tudo, tamanha era minha vontade de que aquilo tudo que eu estava sentindo saísse o mais rápido de perto de mim. Essas coisas vão fazer feliz outra pessoa. Agradeci por todos os anos de trabalho e fechei as caixas.




Comecei a buscar na minha essência o que eu realmente gostava e o que me fazia feliz. Me vi vazia e um pouco perdida. Lembrei da minha infância e de coisas que um dia eu costumava gostar. Busquei inspirações em vários lugares e decidi que direcionaria meu trabalho para a costura, já que eu tinha ganho do papai noel uma máquina. Respirei fundo e comecei a me organizar novamente.

Tudo pronto, hora de enfrentar o que mais me fez mal: a internet. Assim como todo o bem que me trouxe, deixei que ela me fizesse mal também. Não eram as pessoas. Era eu. Eu não queria mais aquele mundo. Não queria mais ver nem ouvir aquelas pessoas, nem aquele mundo podre que acabei conhecendo. Deletei tudo várias vezes. E por outras vezes retomei, me arrependendo de novo. Não era de todo mal. Então agradeci os bons momentos e decidi recomeçar com o velho mesmo, do jeito que eu sei, dentro das minhas limitações.

Apagar postagens como essa, com mais de 700 curtidas mexeu comigo. Mas pensei que aqui, na minha vida de verdade, dessas tantas, quantas estiveram comigo enquanto eu passava por essa fase ruim? Então não tive mais dúvida nem receio. Mais uma vez agradeci e apaguei tudo o que me ligava ao trabalho que fiz durante tanto tempo.

Vou dizer que não é fácil. Dia após dia tem ainda tenho muitas clientes pedindo orçamento por conta desse blog. Colegas pedindo ajuda. Gente me cobrando. Mas com o passar do tempo acredito que tudo isso se mova para um novo caminho.

Deletei quase tudo, na intenção de me afastar o que me fez mal. Mas com esse blog tenho um carinho especial. E de blog transformei em site. E aqui será o meu novo começo e a minha força para que eu mesma veja e reconheça o valor que eu tenho.

E assim termino dizendo: sim! Não vou mais fazer biscuit e estou feliz em saber que sou abençoada em poder aprender novos conhecimentos! Um mundo novo está se abrindo pra mim e a cada descoberta uma alegria a mais!

Agradecer o que nos aconteceu, nos perdoar e perdoar a quem nos fez mal, reconhecendo o bem que nos é colocado à frente faz com que a vida tenho um significado enorme.

Uma etapa se encerra para começar outra, ainda melhor! =)

Viviane Meyer



 

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Fonte do blog Pea Amy